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04/05/2017

Noite de festa marca a 21.ª edição do Prêmio Sangue Novo

Noite de festa marca a 21.ª edição do Prêmio Sangue Novo
Foto:Theo Marques

O auditório da APP-Sindicato ficou lotado para receber os vencedores do 21.º Prêmio Sangue Novo, prêmio promovido pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná (SindijorPR) cujo objetivo é revelar os novos talentos do jornalismo paranaense. Este ano, foram mais de 540 trabalhos inscritos, superando bastante a edição anterior, que contou com 438 projetos. A apresentação deste ano ficou por conta dos jornalistas Michelly Correa e Douglas Bandeira.


De acordo com a diretora de cultura e eventos do SindijorPR, Silvia Valim, o Sangue Novo melhora a cada ano, graças aos bons trabalhos realizados pelos acadêmicos de jornalismo. “O Sangue Novo é um sucesso absoluto. A cada ano que passa, mais e mais estudantes estão participando desta premiação. Os jurados tiveram muito trabalho para julgar os projetos, uma vez que eles estão ficando com uma qualidade profissional que impressiona. Não foi fácil chegar nesta lista final. Estudantes, professores e universidades estão de parabéns pelo resultado obtido”, afirma.


Veterano de outros prêmios Sangue Novo, o estudante Rodrigo Sigmura, do sétimo período da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), venceu na categoria Radiojornal Laboratório e em terceiro lugar em Reportagem para rádio. Ele conta como foi ganhar o prêmio. “A sensação foi gratificante e também estimulante, pois a premiação serve como um grande incentivo em querer participar cada vez mais. Já participei de três edições. Tive a felicidade em ser premiado em todas elas. Vale muito a pena fazer parte disso, independente de vencer ou não. O SindijorPR está de parabéns por apostar nos estudantes e dar a gente uma oportunidade de mostrar nossas qualidades”, resume.


Sigmura diz também que o Sangue Novo também serve como uma “vitrine” para os estudantes. “Sabemos que os profissionais da imprensa estão de olho no Sangue Novo. Acredito então que serve como um cartão de visitas nosso, pois assim acabamos sendo vistos por estes profissionais. Então, o Sangue Novo nos estimula a fazer um trabalho de qualidade e também pode nos render bons frutos futuramente”, opina.


O interior do Paraná também marcou presença no Sangue Novo. A estudante do quinto período Michele Damasio, do Centro Universitário FAG, de Cascavel, participou na categoria Telejornal, obtendo a primeira colocação com o trabalho "Jornal do Quarto" e o terceiro lugar, na mesma categoria, com o projeto "Universo FAG". Ela fala um pouco sobre a importância de participar do prêmio. "Cada etapa de produção dos produtos jornalísticos que desenvolvemos durante nossa graduação é muito importante para nossa formação e crescimento pessoal. Estar entre os finalistas do Prêmio Sangue Novo é também um marco em nossa carreira ainda em formação".


A estudante conta ainda como foram as horas que antecederam a entrega do prêmio. "Quando soubemos da classificação Não pensamos duas vezes em reunir o pessoal e embarcar até Curitiba. Foram oito horas de viagem, chegamos à premiação ansiosos, e foi muito emocionante. É a primeira vez que a turma participa de uma premiação do Sangue Novo e foi uma experiência fantástica receber um prêmio tão importante. Finalizamos com chave de ouro!", vibra.


Reformas trabalhista e da previdência


O Sangue Novo este ano trouxe uma questão que vem chamando a atenção nos noticiários nos últimos dias: as reformas trabalhista e da previdência, que o atual governo tenta empurrar no congresso.


O SindijorPR coloca-se contra estas propostas, pois entende que ela só vai trazer prejuízos principalmente para a nossa categoria, em que há o risco de se adotar a “pejotização” dos jornalistas.


Para falar mais sobre esta questão, a advogada e ex-vice-prefeita de Curitiba, Mirian Gonçalves discursou aos presentes sobre os riscos que eles terão em sua vida profissional. “Estas reformas vão afetar bastante a categoria de vocês. Temo que a única forma de contratação nas redações seja via Pessoa Jurídica (PJ). Como pessoa jurídica você perde muitos direitos em comparação aos que possuem registro em carteira de trabalho. A pejotização vai fazer com que você tenha que trabalhar mais, não ter FGTS e uma série de outros benefícios”, alerta.


Gonçalves foi enfática ao dizer que a categoria terá que se fortalecer para evitar que haja perdas de suas conquistas. “Não acredito que essa reforma vai ajudar na criação de novos empregos. Vocês estão vivendo o pior e o melhor momento da profissão de vocês. Pior porque estas reformas vão afetar a categoria. Melhor porque agora é um momento fundamental para lutar por seus direitos. Vocês, mais do que nunca, vão precisar do sindicato. Sozinhos vocês não conseguem se defender, mas unidos vocês irão longe”, garante.


Por conta deste assunto, a direção do SindijorPR levantou esse desafio: a de que as universidades, professores e estudantes produzam materiais deste tema. O professor da PUCPR, Miguel Manasses, garante que esta pauta estará presente nos trabalhos do ano que vem. “Nós inclusive já estamos colocando nossos alunos para produzir reportagens com este tema para o nosso material impresso desde março. Eles estão indo conversar com políticos para cobrar seus posicionamentos. Não podemos ignorar o que está acontecendo. A faculdade é um ótimo lugar para se criar debates sobre este tema. Eles precisam estar cientes sobre estas questões”, comenta.


Confira aqui a lista dos vencedores do 21.º Sangue Novo!

Autor:Flávio Augusto Laginski Fonte:SindijorPR