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01/07/2017

2ª Greve Geral no país reuniu trabalhadores na Boca Maldita em Curitiba

Pouco a pouco a Boca Maldita, em Curitiba, foi tomada por mais de três mil pessoas em ato simbólico, ao meio dia dessa sexta-feira, 30 de junho, na 2ª Greve Geral dos trabalhadores do país contra os retrocessos do governo Temer.


A manifestação foi organizada pelas frentes populares, movimentos sociais, sindicatos de trabalhadores de diversas categorias, filiados às várias centrais sindicais que se uniram numa pauta única: contra a reforma trabalhista e a reforma da previdência. Outras duas bandeiras constantes nas mobilizações de 2017 é pela queda do presidente ilegítimo e convocação imediata de eleições gerais.


“Desde 8 de março estamos em luta permanente, no convencimento diário, na panfletagem, não só na greve geral. As reformas são ilegítimas e não podemos deixar que elas sejam aprovadas”, declarou Marlei Fernandes, da APP Sindicato. A dirigente lembrou que a reforma da previdência era para estar aprovada desde novembro e que é a atuação dos sindicatos, das frentes populares e da população em atos de rua que está adiando a aprovação. “Se depender da nossa luta não será aprovada nem em 2019”, reafirmou.


A entonação de todos os dirigentes sindicais e representantes dos movimentos populares que foram ao microfone era de preocupação com a reforma trabalhista, ironicamente chamada de modernização pelo governo Temer, e que está em fase avançada de tramitação no Senado.


“Hoje é dia de consciência e discussão política. Somente com eleições diretas já vamos sair dessa encruzilhada. Esse governo não tem legitimidade para fazer nenhum tipo de reforma”, declarou Márcio Kieller, trabalhador bancário e secretário-geral da CUT Paraná.


“Não compactuamos com nenhum direito a menos”, disse Irene Rodrigues, coordenadora do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sismuc), relembrando a batalha que esses trabalhadores enfrentaram contra os vereadores e a Prefeitura de Curitiba que, na semana passada, aprovaram o congelamento de salários e ataque à previdência própria deles, que estavam em greve e tiveram três vezes seus atos reprimidos com violência.


O presidente da APP Sindicato Hermes Leão convocou para a luta contra os retrocessos. “A partir da nossa união, do poder popular, da ocupação das ruas desse país, temos que recuperar nossa democracia que está sequestrada pelo capital financeiro que controla o Congresso”, convocou.


Regina Cruz, presidente da CUT Paraná, lembrou que o texto da reforma trabalhista saiu de computadores de dentro da Fiesp, entidade patronal notoriamente articuladora entre os empresários do golpe que derrubou a presidente Dilma Rousseff.


Em Curitiba e região, a greve geral começou cedo de forma descentralizada, com a paralisação de 39 agências bancárias da capital e de São José dos Pinhais, oito centros administrativos e 10 financeiras; de petroleiros na Repar, em Araucária, e diversos atos em portas de fábrica. Como não houve adesão de motoristas e cobradores do transporte coletivo, a intenção de parar o país pareceu frustrada na cidade.


Apesar disso, o representante do Sindicato dos Metalúrgicos, Nelson Silva de Souza, declarou que as mobilizações desde a madrugada envolveram mais de 60 mil pessoas na região. Ele estava acompanhado de dezenas de trabalhadores que empunhavam as bandeiras da Força Sindical Paraná, manifestando dissidência na central, que reelegeu nesse mês Paulinho da Força para presidência da entidade e em âmbito nacional recuou da greve geral de 30 de junho alegando que Temer abriu canal de diálogo sobre as reformas.


Confira fotos do ato em Curitiba.

Autor:Paula Zarth Padilha Fonte:Terra Sem Males